nova jornada

Me faço essa pergunta todos os dias, quem me dera se eu conseguisse entender tudo que acontece aqui dentro.
Muita coisa melhorou, muita coisa se esclareceram com o tempo e tudo foi ficando cada vez mais leve de encarar. Não vou mentir, o processo é bem doloroso e leva tempo.
Tive que abrir mão de muita coisa, dizer adeus para umas pessoas, me abrir para novas oportunidades e aceitar mais que vou continuar errando e tentando dia após dia.
Mesmo tudo estando mais fácil de encarar, não posso esconder que às vezes bate um desespero.
Quinta-feira passada minha terapeuta me aconselhou a fazer uma pergunta a mim mesmo: “onde esses pensamentos vão me levar?”. E eu estou procurando me questionar todos os dias.
Acho que entendo a consequência de tudo, talvez haja força para afastar esses medos antecipados.
Me pergunto como seria se eu conseguisse entender cada milímetro da minha mente. Como seria?
Sabe os objetivos de fim de ano? Sabe as metas pro ano novo? O restinho de força que existe num novembro em busca de algum sonho material ou realização profissional?
Tudo isso vai ter que me esperar. Por agora estou guardando todas as malas e ajeitando tudo de volta no meu guarda-roupa, o destino é por aqui mesmo. Preciso conhecer quem sou e entender cada parte de mim. Só assim estarei pronto para enfrentar muita coisa que me espera por aí.

abra suas asas e voe

Hoje resolvi ouvir nossa música. Aquela que eu vivia ouvindo quando tudo isso começou.
Não é fácil ter que lidar com tantas coisas acontecendo num espaço de tempo tão curto. De fato, nesses anos todos, nunca houve separação e aquela dor sempre era disfarçada por trás de um abraço ou conversas no whatsapp.
O tempo vai passando e as decisões difíceis vão ficando cada vez mais próximas de serem tomadas. Tudo anda tão bagunçado e eu não posso te pedir pra ficar, esperar as coisas se ajeitarem. Seria injusto da minha parte.
Só existe uma frase que eu consigo dizer de uns dias pra cá, “eu não sei”.
Não sei, tá legal? Tem algo errado nisso?
Não é só esquecer tudo, largar tudo e correr ao seu encontro. Não é justo eu pedir para que você faça parte disso tudo.
Eu preciso ser forte e dizer “adeus”, não posso prendê-la para sempre. Você só vai saber se foi feita para ser minha, no dia que aprender a voar, ser livre. Se tiver que pousar de volta, assim será.
Fui cego em achar um dia que, talvez, eu pudesse te prender dentro de um vidro, até que estivesse pronto. Mas não é possível. Preciso vê-la subir.
Foi por causa de você que eu tomei coragem para ser tudo que sou hoje. Você esteve presente durante todas as conquistas, você me encorajou a aceitar a vida como ela é. Que mesmo em meio a tanta coisa ruim acontecendo, eu sempre ouvia sua voz lá no fundo.
Eu não posso fingir que não me importo, não posso fingir que meu coração não está profundamente triste. Toda essa dor existe sim. Nada pode ser escondido com um “deixa pra lá” ou “depois resolvo”. Eu preciso suportar e dizer adeus.
Você nunca será minha se não aprender a ser livre. Não é só questão de escolha sua. Às vezes, na vida, precisamos voar pra entender qual nosso lugar de pousar.

sobre fazer amizades ou ser anti-social

Conheço pessoas que por onde quer que passem, conseguem fazer com que todos se sintam atraídos e criam um circulo de amizade com uma facilidade que eu acho que nunca conseguiria.
Tenho que assumir que sinto um pouco de inveja disso (rs). Não tenho problemas mentais e nem pareço um idiota quando as pessoas falam comigo. Eu puxo assunto e permito que um diálogo agradável seja criado. Eu sei fazer amizades gente.
Um exemplo disso foi quando comecei a faculdade, na primeira semana já tinha um circulo de amizade formado e pronto. Ficou nisso. Não me importei em fazer amizade com mais ninguém.
Pra falar a verdade, as primeiras pessoas que me passam segurança são as que vou sempre conversar. Não me preocupo mais em ter que puxar assunto com pessoas diferentes pra não ficar andando sozinho por aí.
A maioria dos meus amigos, conheci através de amigos em comum. E assim fui conhecendo pessoas novas. Nunca fui de chegar em algum lugar desconhecido, passar algumas horas e já conseguir desenvolver um certa amizade algumas pessoas. Nesse caso, prefiro ficar na minha e pronto. Tenho um pouco de vergonha e medo de sair da minha zona de conforto.

Já fui vítima de pré julgamentos durante toda minha infância. Deixei de ter alguns relacionamentos saudáveis com muita gente, por culpa de pessoas que já criavam uma imagem minha (que não existia) para pessoas que nunca conversaram comigo. E isso me forçou a me assegurar em sempre andar com as mesmas pessoas. E foi assim até meu último ano do ensino médio.
Tive bons amigos na época de escola, mas tenho certeza que eu conseguiria ter feito mais amigos, se não fosse por esses motivos.
Queria eu, ter tido nessa época toda a segurança que tenho hoje. As coisas teriam sido bem mais fáceis.
Mas é assim mesmo, maturidade vem com o tempo. E por mais novo que eu seja, alguma coisa já aprendi. E aprendi a ter segurança de quem sou. Sei que sou uma pessoa legal. E se, por um acaso, você agir como um otário comigo, tudo bem. Quem está perdendo não sou eu, é você.

Isso não é prepotência da minha parte… é amor próprio.

sobre pessoas efusivas

Sempre medi meu comportamento de tal modo que, agisse da maneira mais discreta possível. Não gosto de ser o centro das atenções ou que as pessoas me olhem como um alvo fácil, amigo de todo mundo ou que sai distribuindo risos e gargalhadas por aí.
Não que eu seja mal educado. Muito pelo contrário.
Mas sempre tive um certo bloqueio para fazer amizades tão facilmente. Mas isso é assunto para o próximo texto. Nesse, é sobre aquelas pessoas que são opostas a tudo isso que descrevi.
Sobre aquelas pessoas que um simples “Oi” ou “Obrigado” possa parecer um espetáculo do circo de soleil. Eu sempre me pergunto: pra quê?
Não sei se é pré-julgamento, mas sempre fico com um pé atrás com pessoas efusivas. Se sou difícil para fazer novas amizades, sou mais ainda quando o assunto é ter que lidar com uma pessoa que vai acabar chamando os olhares tortos por onde quer que ela passe. E não digo isso porque estou isento de julgamentos, mas porque me incomoda ter alguém que mal te conhece e já demonstra tão escandalosamente todo o “amor” que sente por você, sem ao menos saber seu sobrenome.
Conheci algumas pessoas com essas atitudes… me fizeram criar uma expectativa gigante em relação a elas e, no final, descobri que o que demonstravam não passava de um teatro barato.
Não estou generalizando. Estou expondo uma opinião pessoal.
Não gosto de lidar com alguém em que todas as atitudes dela soam forçadas. Não estou sendo preconceituoso, mas se virem alguém que sorri demais pra você, abraça demais, conversa demais, exige detalhes demais, perguntam demais, querem uma proximidade excessiva… tudo isso sem a menor intimidade… desconfie.

Conselho de amigo.

"acho que também preciso de você"

Depois de uma longa leitura, o livro acaba assim. A última frase é esse título.
Confesso que comecei a ler meio desanimado. Não estava a fim de lê-lo. Mas, de certa forma algo foi me chamando a atenção ao longo das páginas. Cada página virada era uma expectativa diferente pro reencontro de Pat com Nikki.
Mas o que nós não entendemos é que, às vezes, as coisas boas tem um fim. As chances são únicas, as pessoas não estão sempre à porta esperando nossa mudança, para então permitir-nos abrir e deixá-las participar da nossa vida. As coisas passam, e se não aprendermos a entender a dor que o passado pode causar, nunca iremos valorizar o que temos hoje. Soa meio clichê, mas é verdade.
O passado, às vezes, dói. Principalmente quando ele não pode ser consertado. Quando temos, apenas, que aceitar as coisas que aconteceram, da forma que aconteceram.

O que me deixa mais deslumbrado, é aquele final que os livros deixam. Aquele silêncio que reina após fechá-los. E a trama continua em nossa mente. Nós vamos imaginando como será dali pra frente. Isso nos transporta para algum lugar. Lugar este que, quase sempre, nos deixam com aquele sorriso bobo.

Depois de ler “O lado bom da vida”, fui comparar com algumas coisas que aconteceram comigo.
E entendi que talvez seja melhor encerrar o filme por aqui e começar outro. Ficar tentando consertar erros passados, pode trazer-me mais sofrimento.
Talvez o melhor fim seja esse. Nem sempre o final feliz é aquele que acaba com todos os problemas resolvidos e as coisas acertadas. Quem sabe o fim pode ser aquele que aprendemos a nos contentar que nem todas as vezes conseguimos controlar tudo que acontece. Afinal, nem todos os desfechos são perfeitos.
Temos, apenas, que aprender a lidar com as coisas da melhor forma possível. Enxergando o lado bom da vida.

[editado]

uma carta para dez anos atrás…

E aí, tudo bem?
Eu sei quanta insegurança você deve estar tendo por começar a quinta série, um monte de professores entrando e saindo de dentro de uma sala de aula… Não se preocupe, você conseguiu e suas notas foram ótimas.
Você vai sentir muita saudade da sua professora da quarta série, não vai ir com a cara do professor de inglês, e muito menos com a de redação – mas logo vocês vão virar amigos e você vai ver que ela é uma boa pessoa.
Mais uma vez você vai enfrentar um ano letivo bem difícil em relação ao seu relacionamento com as pessoas. Aquele seu amigo do ano anterior vai parar de falar com você durante esse ano. Você vai brigar com muita gente que fala mal de você, mas tenta ser mais sábio e ficar um pouco mais calado de vez em quando… isso vai ser melhor pra você. Todo esse esforço é vão. Você não controla o que pensam a seu respeito cara.
Não me lembro se você ainda está morando na rua de cima ou na rua de baixo, mas só queria te lembrar que nessa rua de cima, as pessoas também vão se afastar de você e na rua de baixo, com muito custo, você vai fazer amizades.

Daqui dois anos você vai conseguir entrar num grupo musical, e isso vai te fazer crescer vocalmente…  Novas inspirações musicais vão surgir e sua voz vai mudar. Você vai sofrer muito com isso. Vai ser uma fase bem difícil, musicalmente falando. E nem esquenta a cabeça porque essa transição foi até seus 19 anos, mais ou menos.

Daqui dois anos você vai dar o seu primeiro beijo. Tenta não ficar nervoso, vai ser de boa, mas não fique muito esperançoso não viu? Foi uma porcaria. rs
E… pára de insistir com a menina lá da rua de cima. Ela só está te enrolando e você vai sair machucado dessa.

Às vezes eu queria ser você de novo. Você parece tão feliz, tão puro e cheio de sonhos.
Toma mais cuidado ao se envolver com qualquer pessoa, ok? Seus dois primeiros namoros vão te fazer sofrer demais. O seu segundo vai te fazer sentir um merda. Mas calma, você já se recuperou e todo aquele sofrimento serviu para alguma coisa.
Mas deixa eu te contar uma algo: ela não vai mudar por sua causa. Tenta não se apegar, não chegar perto e nem acreditar naquelas mentiras, beleza?

No ano seguinte, tenta não brigar na sala de aula, vai ser sua primeira advertência na escola. Você nem ligou muito pra isso, mas pare de brigar por besteiras.
Seu ano seguinte vai ser bem legal. Vai ser um dos melhores e mais divertidos. Você vai ser expulso de sala quase todo dia e vai se esconder no banheiro pra não ir pra vice-direção, rs. Suas notas vão ser boas e você nem vai estudar direito para as provas.
Suas aulas de matemática vão ser fascinantes, você vai começar a aprender equações. Você vai ficar tão fascinado que vai ficar resolvendo problemas de matemática quando não tinha nada pra fazer.

E… vê se você dá mais atenção pra Tainá… Vocês passaram por um momento meio tenso, mas ela ainda gosta demais de você. Ignora ela não. Você vai precisar muito dela a partir da oitava série.
Ela sim vai ser sua única amiga.
Você gostou dela e ela não quis você… mas calma, no seu primeiro ano do ensino médio, o jogo vai virar e ela vai ficar toda apaixonadinha por você… Presta mais atenção! rs

Você só tem onze anos… Mal sabe o que te espera daqui um tempo…
Sua quinta série vai ser normal, tranquila e será o último ano da sua prima na escola, você sempre ficava perto dela porque ela te passava segurança.
No ano seguinte é você sozinho.. Se vira.

Vê se não esquece.. não se diminua e nem tente mudar sua essência. Você não é o que os outros falam. Você é uma boa pessoa, eu juro. Esteja em paz consigo mesmo, não há nada de errado com você. Acredite. Hoje eu consigo ver isso daqui e sei quantas lágrimas você teve que derramar para, finalmente, conseguir se olhar no espelho e ficar bem consigo mesmo. 

Mantenha-se forte, você está conseguindo. Deu tudo certo até agora.

Até mais… Se cuida.

Esse post faz parte de uma Blogagem Coletiva do Rotaroots. Com inspiração na tag do blog Hypeness.

nós

Eu que sempre quis ter as respostas pra tudo.

Você que sempre disse que estaria aqui, agora me diz que eu nunca mereci.

Eu que sempre fiz o possível pra carregar tudo isso só, tentando te livrar disso.

Você não merecia isso.

Eu que nunca decidi se eu queria te ver sofrer ou te ver feliz, se eu iria lutar por você ou por mim.

Você que sempre disse que me entendeu, mas continua sem me entender.

Eu que escolhi confiar em quem não devia.

Você que também escolheu o mesmo.

E nós estamos aqui, passando tudo isso.

Eu nunca quis mentir.

Você nunca me ouviu. Porque eu nunca falava.

Eu aqui, cansado de confiar.

E você aí, cansada de se doar.

Eu nunca estive tão fraco.

E você nunca esteve tão forte.

Nós… nós apenas estamos longe.

Eu tentando ficar bem.

Você me julgando por eu estar tentando isso.

Eu que nunca me senti como estou me sentindo agora.

E você… você parece não se importar com mais nada.

Eu sem saber o que falar quando olho pra você.

E você com uma tonelada de palavras que já me dilaceraram.

Eu que salvei isso, pra ler. E ver que, talvez, eu mereça ouvir todas essas palavras mesmo. Mereça desprezo mesmo.

Você… ainda continua bem.

E nós… daqui pra frente eu não sei. Mas aqui dentro de mim, sempre vai existir o ‘nós’. Por que foi com você que eu aprendi que nem sempre precisa ser somente eu, e nem sempre você. Mas nós.

psicose

Ainda me pergunto qual seria a solução pra tudo, ainda me pergunto se eu ainda sei o que estou fazendo, se sei onde tudo isso vai dar.
Tenho medo da autodestruição, tenho medo que tudo isso acabe de uma vez eu eu não tenha uma segunda chance. Tenho medo da vida, do futuro, das promessas que eu faço. Tenho medo das minhas atitudes, tenho medo de dormir e acordar amanhã e tudo está bagunçado e eu não conseguir voltar no tempo.
Tenho medo desse frio que desce pela minha garganta, vai até o estômago e volta. Tenho medo dessa falta de ar que isso me causa ao pensar em algumas coisas.

Nem eu sei o que estou fazendo. Na verdade, eu sei, mas prefiro deixar pra lá, prefiro empurrar isso tudo de uma forma que não me cause dor. Que não me traga mais sofrimento.
Empurrar tudo, fugir da realidade e simplesmente me abrigar no escuro, onde nem eu mesmo consiga ver meu próprio rosto.

Às vezes eu olho pro nada e fico imaginando como seria tudo isso, fico imaginando se eu vou ser feliz um dia. Fugir dessas lágrimas presas, prestes a explodirem a qualquer momento. Fugir da loucura, da insânia ou da insensatez.

Sabe quando eu digo que não me importo? É mentira. Eu me importo sim.

tentando entender…

Com o passar do tempo algumas coisas foram ficando incontroláveis. Antes era mais fácil lidar com isso. Aquele sentimento de culpa sempre vinha, eu sabia que viria, e depois de uma nostalgia eu podia sentir um certo alívio chegando. Uma leveza que só viria após tudo isso.
Hoje, tudo parece estar meio obscuro, difícil de discernir. Algumas coisas, meio ilusórias…
Queria ser mais lúcido ao tomar algumas decisões. Ou até mesmo ser mais corajoso pra dar esse passo que pode ser minha maior felicidade ou meu maior arrependimento.

de vez em quando

E de vez em quando eu ainda solto aquelas palavras que tanto te machucam. De vez em quando eu grito com você ou te trato mal. De vez em quando algumas coisas ainda voltam a acontecer e eu fico assim, mal.
De verdade… eu odeio quando isso acontece. Odeio ter que sentir isso. Odeio não poder voltar no tempo e fazer diferente. Simplesmente ter ficado estático ou esperar deitar na cama pra pensar um pouco mais.

Se eu voltasse no tempo não seria assim. E se eu voltasse um pouco mais, não viria aqui.
Não sei… às vezes penso muito nisso. Penso no que valeu a pena, no que eu conquistei, no que eu posso fazer daqui pra frente.
Sei lá… de vez em quando dá vontade que tudo fosse de vez ou em quando.