pelo que é de verdade

Nunca vão saber por quantas vezes você quis desistir, mas mesmo assim algo te fez continuar. Mesmo sem entender por quanto tempo tudo isso persistiria, quanto ainda doeria ou quantas lágrimas isso custaria.
Ninguém será capaz de ouvir seus gritos de dor, ninguém vai conseguir te proteger da chuva.

Às vezes tudo que temos a oferecer é um sorriso falso, um aperto de mão ou um abraço frio, camuflando nossas maiores feridas. E mesmo sem conseguir gritar por socorro, nosso olhar reflete a dor de vermos nossa alma despedaçar dia após dia. E não há nada que possamos fazer, a não ser continuar.

Todos aqueles prazeres já não existem mais, os amores já se foram, a paixão acabou e a solidão é nosso único apego. E seguimos colocando nossa máscara, encobrindo nosso caos. Não adianta. Não adianta se esconder para sempre por trás desse gigante que  criamos por conveniência. Não adianta viver nesse castelo imaculado do império falso que construímos. Tudo é vão, pois no fim do dia, quando encostarmos nossa cabeça no travesseiro, quem vai ter que enfrentar a realidade e viver nossa vida somos nós mesmos, não os outros.

E do que vale tanto poderio e fortalezas, quando o que se guarda é tão frágil? Faça do seu coração sua fortaleza. Sem cascas, sem máscaras, sem poréns…

Algumas vezes fugir pode ser a solução. Fugir de dentro de tudo isso que nos prende e nos isola da nossa realidade.

Vai doer? Sim. Haverão decepções? Com certeza. Você vai conseguir superar? Talvez.
Mas nunca deixe de viver sua verdade da forma mais sublime, em toda a sua plenitude e beleza. Pois mesmo que um dia as lágrimas caiam sem parar, não serão por mentiras construídas por medo da refutação.

Talvez um dia seja tarde demais para voltar, viver, chorar e lutar pelos motivos certos.

amar dói?

Algo sentido e escrito por tantos. Uns amam amar, outros se escondem das entregas que esse sentimento exige. E tudo que vejo, sinto e leio só deixa uma ânsia em saber qual o preço que se tenha que pagar por amar.

Na teoria isso não deveria ser quantificado em sacrifícios, mas sim nas escolhas que temos que fazer de bom grado ao abrirmos mão de tanta coisa, largar muito para trás e seguir em frente com novas perspectivas que preenchem aquele vazio deixado pelo custo disso. Deveria ser mensurado pelas escolhas que nos dispomos a tomar em prol de algo maior.

A questão é que sentir muito nos torna vulnerável. Nosso mais profundo é entregue a outrem e estamos quase que ligados visceralmente, dependentes de como nosso coração será tratado.

O engraçado, e talvez o mais mágico de tudo, é que não temos respostas imediatas desses porquês. E talvez demorem anos para que, um dia, consigamos olhar para trás e julgar a valia das nossas decisões. Entenderemos nossos medos e com nossas decisões imperfeitas, tiraremos proveito de algo. Vamos simplesmente aceitar o fato de que talvez tivemos que errar para acertar. Um dia vamos aceitar aquele amor dolorido que nos fez sentir tanto, durante tanto tempo e nos obrigou a acreditar que tudo valeria a pena… quando não valeu.

Talvez no momento não há respostas para muita coisa. E, quem sabe, nossa única opção seja entregar-nos de coração e apostar com todas as forças numa viagem que, por um acaso, pode nos levar a vislumbrar os horizontes mais belos que conseguimos idealizar em nossa mente.

E ainda me pergunto se o amor dói. E bem, essa é uma questão que prefiro guardar e deixar o tempo dissertar. Se há vida após tanto sentir, não sei; mas um dia, acredito eu, conseguirei fechar meus olhos e me sentir leve, pois sei que por muito tempo me permiti sentir. E muito.

a arte de deixar ir

Chega uma época da sua vida que desapegar se torna uma tarefa necessária e indolor. O tempo se encarrega de trazer consigo a maturidade necessária para nos fazer entender a diferença entre o que fazemos para ficar bem e o que fazemos para deixar os outros bem. Engraçado como o tempo muda, as pessoas se vão e nós nos tornamos cada vez mais fortes. De repente a necessidade de ser feliz fala tão alto que nada mais importa. Nada mais faz diferença e quem não acrescenta, simplesmente, precisa sair.

seja você

[…]
Não há nada de errado em ser diferente. Não há nada de errado em ser você mesmo.

Quem disse que você precisa se encaixar em algum padrão? Quem define o padrão?
Pare de tentar ser feliz às custas de normas impostas. Tape seus ouvidos para comentários que vão te enfraquecer. Acredite na sua força, levante-se, erga sua cabeça e continue se apoiando em sua fé. Não tenha vergonha de quem você é. Afinal, ser você mesmo será sua maior vitória.
[…]
Você precisa se orgulhar de quem você é.

aprendendo

Esse tem sido um ano diferente em todos os aspectos. Diferente porque tive que abrir mão verdadeiramente de pessoas, de coisas e de algumas escolhas. Tive que voltar atrás em algumas decisões e deixar outras esperando até que chegasse a hora certa de eu tomá-las.

Me conhecer tem sido uma das tarefas mais árduas que tento realizar. Há algum tempo venho exercitando isso e percebo o quão complexo são meus sentimentos. Coisas que eu pensava que não me atingiriam, me atingem. Pessoas que eu achava que não tinham a mínima importância na minha vida, têm. Problemas que eu pensava que jamais se resolveriam, acabaram se resolvendo (ou se encaminhando para isso rs).

Tudo nessa vida é uma questão de: o quanto estamos dispostos a lutar. O quanto algo merece nosso empenho, até que nos tornemos fortes o suficiente para enfrentar qualquer barra.

Aprendi que julgamentos não precisam existir – ao menos da minha parte. Aprendi que todos nós estamos tentando da forma que a gente sabe. Errando, acertando… não importa. Está todo mundo no mesmo barco e nada que eu fizer me tornará mais merecedor que qualquer outra pessoa.

Aprendi que meus problemas nem sempre são banais ou menos importantes. Aprendi que nenhuma tristeza vem do nada, tudo tem um precedente, e cabe a mim buscar entender minhas tristezas e lágrimas repentinas. Ninguém é capaz de medir meu esforço, ninguém é capaz de banalizar meus medos, de julgar minha luta ou entender meus medos.

Aprendi a amar. A me amar. Independentemente dos meus erros – que talvez sejam irreparáveis – ainda estou aqui, lutando para que tudo se conserte e eu consiga finalmente estar em paz comigo mesmo.

sobre passar por momentos ruins

Ontem, lendo algumas notas antigas no meu celular, de 2014, durante toda aquela bagunça de acontecimentos; pude perceber que a melhor coisa a se fazer é deixar isso tudo para lá.
Hoje eu consigo olhar para toda essa situação, sem me desesperar ou achar que nunca seria capaz de sair de onde eu estava. Mas a verdade é que hoje, lendo isso, consigo enxergar a falta de maturidade que eu tinha. Mesmo achando que eu era capaz de lidar com tudo aquilo, a realidade é que eu não era.
A cada dia eu venho percebendo o quão possível é aprender com os próprios erros e as próprias decepções. Nada, nada precisa ser em vão. Diante de qualquer situação há um aprendizado.
Então não se desespere quando você estiver enfrentando alguns gigantes. Claro, cada situação da vida tem suas particularidades que precisam ser levadas em conta, mas todas elas vão te fortalecer para novas experiências, novos relacionamentos, novos términos e novos recomeços.
Se eu tivesse jogado tudo pro alto lá atrás, talvez não chegaria onde cheguei hoje. E a tendência da vida é sempre essa, evoluir.
Não deixe que nenhuma situação te deixe imobilizado, tente sempre caminhar, mesmo que seja aos poucos, com muita dor, muitas lágrimas e sem conseguir enxergar o final… tenha certeza, um dia você vai conseguir atravessar a chuva sem nem perceber. Um dia as feridas vão se cicatrizar e suas lágrimas vão secar. E só ter um pouquinho de fé!

shh… aquieta

Se isolar não resolve o problema de ninguém, e na verdade essa nem é a intenção. Mas é que, algumas vezes, precisamos nos sentir apenas nos braços de Deus… longe de todo o barulho, confusão, perguntas e julgamentos que não se calam.
Às vezes precisamos apenas nos aquietar no silêncio, colocar os pensamentos em ordem e procurar entender que apesar de tudo, ou por causa de tudo, existe um lado bom nisso.

nova jornada

Me faço essa pergunta todos os dias, quem me dera se eu conseguisse entender tudo que acontece aqui dentro.
Muita coisa melhorou, muita coisa se esclareceram com o tempo e tudo foi ficando cada vez mais leve de encarar. Não vou mentir, o processo é bem doloroso e leva tempo.
Tive que abrir mão de muita coisa, dizer adeus para umas pessoas, me abrir para novas oportunidades e aceitar mais que vou continuar errando e tentando dia após dia.
Mesmo tudo estando mais fácil de encarar, não posso esconder que às vezes bate um desespero.
Quinta-feira passada minha terapeuta me aconselhou a fazer uma pergunta a mim mesmo: “onde esses pensamentos vão me levar?”. E eu estou procurando me questionar todos os dias.
Acho que entendo a consequência de tudo, talvez haja força para afastar esses medos antecipados.
Me pergunto como seria se eu conseguisse entender cada milímetro da minha mente. Como seria?
Sabe os objetivos de fim de ano? Sabe as metas pro ano novo? O restinho de força que existe num novembro em busca de algum sonho material ou realização profissional?
Tudo isso vai ter que me esperar. Por agora estou guardando todas as malas e ajeitando tudo de volta no meu guarda-roupa, o destino é por aqui mesmo. Preciso conhecer quem sou e entender cada parte de mim. Só assim estarei pronto para enfrentar muita coisa que me espera por aí.