luto

Como já escrevi sobre isso, estou cursando Arquitetura e Urbanismo por agora. Após oito semestres cursando Engenharia Civil, deixei trancado e fui me aventurar em algo que eu goste mais – vou me formar em engenharia, calma.
E venho sentindo saudade de tudo que vivi nesses quatro anos de faculdade. Tanta coisa que vivi ali, fiz amizades, todos os dias indo naquela faculdade, vendo as mesmas pessoas, mesmos professores… e é quase impossível não sentir saudade, apesar do motivo principal deu ter saído – temporariamente – de lá.
Vejo fotos, facebook de amigos, lembro de algumas coisas… e isso me dá uma saudade que não sei explicar. Sinto falta de lá e deve ser pelo simples fato da UDF ter me adotado logo após meu término do Ensino Médio, com 17 anos, sem saber nada da vida – e ainda nem sei hein.
Hoje minha calculadora científica, que me acompanhou por muuitas horas de estudo, estragou. Senti um aperto no coração e receio de comprar outra. Sempre gostei dessa calculadora – que era solar, e já me fez passar muita raiva quando estudava à noite, pois tinha que, praticamente, encostá-la na lâmpada pra enxergar – e nunca quis comprar aquelas da Casio, preta, sem graça e que não são solares (rs). A minha era HP, branca e funcionava muito bem – mesmo sendo solar. Hoje tive que ir comprar outra e não tinha dessa HP. Me doeu tanto ter que comprar essa da Casio. Mas pelo menos ela funciona direito à noite. Mesmo sendo feia.
E aos poucos vou me desligando do passado, frequentando outro lugar, vendo novas pessoas e aprendendo a aceitar que vai levar um certo tempo para que tudo vá fazendo sentido, tanto para quem enxerga do lado de fora, quanto para mim. Mas por enquanto, acho que estou fazendo a coisa certa. Estou me sentindo bem, realizado, feliz, com muitos planos, feliz com as pessoas que apareceram pelo caminho… e de luto pela calculadora.

qual profissão seguir?

Lembro-me o quão difícil foi escolher o que faria, pra qual ramo iria dar continuidade à minha vida acadêmica e construir minha carreira.
Sempre sonhei em fazer o que gosto, sendo realizado e tendo prazer ao ter novas conquistas na vida profissional.
Consigo me dedicar ao que eu gosto, por horas, sem ver o tempo passar ou contar os minutos para que acabe logo. Quando faço o que sinto prazer, não vejo o tempo passar.
E o que vou escrever agora, relutei muito pra expor, poucas pessoas sabem (por alto) e eu tenho um certo receio de falar sobre isso, mas…

Antes mesmo de escolher meu curso, como já escrevi por aqui, pensava em ir para a área da saúde. E depois de um tempo percebi que tomar um rumo totalmente oposto foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado, pois hoje não me imagino trabalhando em hospital (Seja como médico ou enfermeiro. Porque odeio hospital) e não ter feito um vestibular pra enfermagem ou medicina foi um acerto que devo aos conselhos do meu pai, rs.
E nessa época de escolher o curso, fui pesquisando e não conseguia achar uma profissão que caísse como uma luva para mim, e eu ia me perdendo naquela lista de cursos, pra diversos lados, e eu nem sabia ao certo onde cada profissão daria.
E foi aí que comecei a pesquisar, até encontrar meu curso atual (Pra quem não sabe, é engenharia civil), e fui vendo vídeos, dia-a-dia de trabalho e fui me interessando por tudo isso, fora muitas pessoas da família me incentivando a fazer esse curso por n motivos e dizendo que eu não me arrependeria. E eu, um garoto de 17 anos, sem saber qual curso seguir, rapidamente já fui escolhendo o curso, me inscrevendo para o vestibular e me matriculando, antes mesmo de terminar o último ano do ensino médio.
E vou explicar aqui mais ou menos como funciona uma faculdade de engenharia: Você, basicamente, calcula. rs.
Metade do curso são cálculos e mais cálculos (A grade é recheada com coisas tipo Cálculo 1, 2 e 3, Física 1,2 e 3, Resistência dos materiais, hidráulica… e mais um monte de matérias que você precisa quebrar a cabeça pra resolver vários tipos de problemas e aprender a interpretar questões que simulam o dia-a-dia de um engenheiro, que – segundo professores atuantes na área – é resolver problemas).
E o curso foi passando e eu tinha a esperança de encontrar alguma área em que eu olharia e diria: É essa! Nisso que quero trabalhar e me especializar! (Assim como vi muitos amigos que, mais ou menos, no quinto período, já sabiam pra qual ramo iriam).
E o curso foi passando. Cheguei no quinto semestre e nada, afinal, só tinha visto cálculos ainda, não tinha tido contato com a Engenharia Civil em si, e de uma coisa eu tinha certeza: Eu não seria um engenheiro calculista. Apesar de ter facilidade com cálculos, não acho legal ficar fazendo isso o tempo todo.
E a partir da metade do curso, fui conhecendo a engenharia civil e algumas áreas. Fui tendo aulas com professores que passavam para a turma histórias de várias experiências que eles tiveram em obras. E eu pensava: Beleza, agora vou conseguir visualizar melhor e entender todas as aplicações dessas matérias de cálculo que eu não sabia para onde davam.
Hoje estou no oitavo semestre, e não consegui achar um ramo da engenharia que me deixasse, realmente, satisfeito. Na verdade, eu gosto de muita coisa, mas não ao ponto de falar: É nisso que quero trabalhar e focar minha vida, pra me tornar o melhor profissional dessa área!
E isso foi me deixando muito triste, pois eu já tinha 4 anos de curso e ainda não me via trabalhando todos os dias com isso. Não me via realizado (E o pouco de contato com a área que tive, durante meu tempo de estagiário, foi um saco. Eu não gostava de trabalhar com aquilo)…
Desde o começo do curso tive um pouco de contato com a Arquitetura, e gostei. Tive duas matérias que foram um pouco mais a fundo no curso – que é paralelo à Engenharia Civil -, o Desenho Técnico e uma matéria que aprofundava de uma maneira geral na Arquitetura e Urbanismo, que tinha esse nome mesmo.
E tomei a decisão de, no meio desse ano, mudar de curso. E é aí que vocês vão me chamar de retardado por largar um curso quase no término e ir para outro, começar do zero.
Mas eu não vou  largar assim. Vou ir terminando meu curso de Engenharia e começando o de Arquitetura ao mesmo tempo. Como vou fazer isso? Fazendo. Eu vou conseguir.
E antes de tomar essa decisão pensei o bastante para fazer isso. E expus tudo isso aos meus pais, que prontamente me apoiaram a fazer o que eu goste e seja feliz trabalhando. Porque essa decisão envolve o resto da minha vida. Vai ser disso que vou viver e me sustentar e, vamos ser sinceros, ninguém gosta de fazer alguma coisa por, apenas, obrigação. Não adianta, precisa ter paixão pela profissão e fazer o que gosta. Por que isso deixa de ser um peso pra você, deixa de ser um trabalho.
Vou atrasar um pouco meu curso de Engenharia, pois vou ter que diminuir um pouco o ritmo, mas pretendo me formar o mais rápido que eu puder e conseguir. E agora só vou me formar no que quero, daqui mais alguns anos.
As duas profissões são bem interligadas e eu poderia trabalhar nas duas, quem sabe né. Mas por enquanto estou me preparando pra começar Arquitetura e Urbanismo no meio do ano e ter mais uma jornada pela frente.

Quero ir deixando aqui o que eu não costumava escrever com frequência… Deixar algumas experiências, e contar o que anda acontecendo durante esses próximos anos bem puxados que terei. Prevejo muitos projetos e já tenho que começar a decidir o tema do meu TCC. Mas isso é outra história…

do profissional

Uma vez ouvi que coragem é ultrapassar meus medos e não me paralisar…
Certo dia fiquei pensando no que fazer daqui pra frente, afinal a segunda década de vida chegou e alguns desafios terei que enfrentar. Não terei para sempre o apoio tão presente e próximo da minha família, não terei o sustento que tenho hoje e nem todo esse calor da casa dos pais.
Desde de que comecei a faculdade, nunca parei para pensar no que fui me meter e a dimensão que isso tomaria na minha vida daqui pra frente. Enfim, escolhi meu curso, meio inseguro, mas decidi que seria nisso que iria mergulhar nos próximos anos. Hoje, com mais da metade concluído, já posso sentir o gostinho de ter meu diploma na mão e poder dizer que eu consegui.
Após viver tantos anos no colegial e ingressar na faculdade, hoje posso perceber que essa nova etapa já está quase concluída e que darei o maior dos meus passos – talvez o mais ousado e arriscado -, que é começar a enxergar o mundo profissional com tato.
Tenho tantos planos para os próximos anos, tenho tanto que lutar… minha vida não pode parar, não posso me confortar com tudo isso e achar que não há mais degraus para avançar.
Não será o único curso, e essa não será minha última ida aos livros. Prevejo mais algumas décadas de estudo pela frente…
Espero que daqui pra frente eu possa manter o foco e pensar no que fazer pra conquistar tudo que eu estou planejando…