não me interprete mal, mas…

Desculpe, mas não é que minha personalidade seja difícil demais de se lidar. Acho que não sou tão insuportável.
Nem tudo que falo é grosseria, nem todas as vezes que eu abrir minha boca e expor minhas opiniões – e dificilmente aceitar que estou errado – significa que eu estou sendo sarcástico, irônico ou queira te atingir.
Talvez o problema não seja eu e minhas ‘duras’ palavras, seja você com seu ouvido quebradiço.

das notas musicais

Voltar a cantar e perceber que nunca quero deixar de fazer isso.
Não consigo imaginar minha vida, sem aquela melodia de fundo ou as cantorias habituais.
A cada novo dia que passa, consigo descobrir novas coisas. Isso me fascina.

Sem muitas palavras. É aí que chega a melhor parte. A parte em que eu calo e apenas escuto o que tudo isso quer dizer para mim.
Horas que se passam como minutos, a voz que se cansa de cantar e precisa parar por não conseguir mais acompanhar meu nível de empolgação…

dos novos degraus

Sempre tive dificuldades em lidar com desafios. Tenho medo deles, porque sempre acho que não vou conseguir vencê-los.
Já tive várias provas de que eu consigo, mas ainda assim continuo insistindo na ideia de que tudo é difícil demais. E não seria diferente a cada início de semestre na faculdade. Tenho medo deles.
Olho para o quadro cheio de números e sinto vontade de pular pela janela. Não por não gostar do que estudo, mas por achar que tudo é difícil demais para mim.
Depois de um tempo eu aprendo aquilo e consigo perceber que não era tão difícil assim. Mas quando surge uma nova matéria, lá vem aquela sensação novamente.

Às vezes me imagino formado e trabalhando na área que escolhi. Me dá medo.
Sinto medo de não conseguir colocar um prédio de pé. rs.
Fazer o quê? Sempre acho que tudo vai ser impossível…
Talvez esse seja um dos motivos pelos quais venho me surpreendendo tanto comigo… Aí que “tá” a graça!

das decepções

Sou difícil para fazer novas amizades. Não sou fã de confiar em pessoas nas quais não conheço.

Me apego fácil a pessoas que estão próximas a mim.
Talvez esse seja um dos grandes motivos pelos quais venho me decepcionando tanto.
Com o passar do tempo eu percebo que algumas pessoas nunca passaram de colegas.
Hoje posso dizer que tenho pouquíssimos amigos. Dá para contar com os dedos de uma mão.
Não sou de deixar qualquer pessoa invadir minha privacidade e falar o que bem entender. Na verdade não deixaria ninguém fazer isso.
Talvez só eu entenda o motivo de estar escrevendo isso.
Não me arrependo de ter dado um passo para trás com muitas pessoas e lá na frente descobrir que eu acertei.

brincadeira de criança

Desde pequeno o fim da tarde era o momento mais esperado do dia. Era a hora em que todas as crianças da vizinhança saíam para brincar.

“Golzinho”, andar de bicicleta pelo quarteirão, esconde-esconde, pique-pega, queimada…
Brincávamos até os pais começarem a chamar um por um, ou até a dor de uma queda chamar antes dos pais.
Descalço no asfalto, o pé machucado, mas mesmo assim a brincadeira não perdia a graça. 
As tarefas da escola eram feitas com pressa, o lanche da tarde nem sempre ganhava espaço em meio a tanta ansiedade. E nas férias as coisas não eram tão diferentes. A única diferença era a despreocupação das tarefas escolares.
Computadores não eram tão comuns na minha infância, muito menos internet. A televisão era o passatempo preferido de todos, os comentários dos desenhos animados era o assunto mais chamativo entre a molecada.
Cada um era o personagem que queria.
Meus joelhos eram marcados por quedas, mas ainda assim não queria parar de brincar. As dores eram facilmente suportáveis por mim, que ficava todo orgulhoso ao olhar para um machucado e não chorar de dor.

preciso:

– estudar mais
– falar o que sinto
– aprender a falar menos
– parar de comer açúcar
– organizar meu tempo
– dormir mais
– ser mais forte
– viajar
– ser mais independente
– não ser pessimista
– ter mais paciência
– não ser ansioso
– confiar mais em mim
– parar de tomar refrigerante
– escrever mais
– ler mais
– saber em quem confiar
– conhecer novas pessoas
– aproveitar mais minhas amizades
– ter mais um animal de estimação
– ler mais a Bíblia

e vivendo

Quantas vezes eu tentei acertar para agradar outras pessoas…

Chega um dia em que vamos crescendo, amadurecendo e aprendendo que nem tudo envolve “os outros”, que nem tudo envolve “o que vão achar?”…
Preciso ser eu, preciso respirar, viver do meu jeito e aproveitar…
Sou assim, não vejo nada errado nisso… Mesmo que isso incomode alguns, eu vou continuar assim. 
Sim, eu percebo muita coisa e… ignoro. Porque eu sei que muita coisa ainda vai mudar e eu não vou deixar de lado o que eu sempre fui pra me lançar num lugar incerto.
Vou continuar buscando forças onde sempre encontrei.
Vou continuar sendo desesperado quando sinto que tenho muita coisa para fazer, vou continuar ignorando ao invés de discutir, vou continuar sendo sincero…
Não sou perfeito…
e quem é?

mais um dia….

Cada dia que passa algumas coisas vão se tornando mais difíceis, mais longas e cada vez mais cansativas.
Depois de tanta coisa que aconteceu, não há a mínima vontade de escrever.

Mas eu preciso escrever! Não posso perder o costume.
***
A primavera chegou com tudo. Tudo menos com as flores – ainda.
O calor aqui em Brasília aumentou consideravelmente e cada dia que passa eu vou ficando mais cozido.
Numa cidade onde não tem tantos rios e – muito menos – praias, temos que nos contentar com uma ducha ou um clube num final de semana.
Aqui tem suas vantagens, mas também tem suas desvantagens. E o calor é uma delas. O calor seco.
***
Acabei de sair de uma gripe, mas a voz parece que ainda não saiu. Garganta seca e pregas vocais preguiçosas.
Tenho medo desse tempo quente e seco, ele destrói minha voz.

sou assim

Não sei vocês, mas muitas vezes eu prefiro ficar em casa, sozinho, do que com muitas pessoas. Enjoo fácil das pessoas, por isso prefiro passar o tempo suficiente com elas.
Sempre fui assim, me socializava o suficiente e depois ficava quieto no meu canto, assistindo televisão ou fazendo qualquer coisa inútil.
Acho legal ficar pensando no que eu deveria pensar, e depois ficar fazendo coisas inúteis, mas que eu gosto.
Coisas do tipo: deitar e olhar para o teto, cantar sem parar (trancado no banheiro, rs), twittar, jogar, sair no quintal e ficar olhando pro nada, curiar a vida dos outros…
Eu sou estranho mesmo, mas tenho costumes que não sei se mudaria, porque mesmo sendo coisas tão simples, fazem eu me sentir bem.
Não vivo numa bolha igual vocês devem estar pensando, mas também não vivo o tempo todo fora dela.

Gosto, nunca assumi, e agora vocês estão sabendo. rs

Ideias Coletivas – Volta, Mundo Blogueiro!

mais uma tentativa

Definitivamente eu nunca consigo terminar de ler livros. Eu gosto, mas por algum motivo, eu paro de ler na metade ou perto do final.
Ontem eu comecei a ler o livro “Caminha a Cristo”, e mais uma vez eu vou tentar lê-lo.
Vou começar a ler outro livro, de aventura, ficção ou qualquer outra coisa. Ainda não decidi qual comprar.
Gosto de ler de uma vez, não gosto de pausas e nem de ler pedaços por pedaços. Mas a preguiça é tão grande que me impede de tomar uma atitude decente e passar uma tarde/noite lendo qualquer que seja o livro.
Perco horas lendo blogs, reportagens, novidades e etc… Mas não consigo me fixar desse jeito em uma leitura ao longo de 200 páginas. Sempre paro na metade ou perto do final.
Se o livro for muito chato, eu tiro as conclusões nas 10 primeiras páginas mesmo, e deixo de lado.