o mundo dá voltas

Pode acreditar, ele dá. A vida vai passando, as coisas vão acontecendo, pessoas aparecem e se vão… e dentro de toda essa confusão louca, estamos nós, aqui, muitas vezes apenas tentando entender os grandes porquês que não nos foram esclarecidos. Essa volta é longa, mas uma hora ou outra, quando tudo parecer tão monótono, voltamos ao ponto inicial. Lugar este em que conseguimos enxergar e entender onde erramos, por qual motivo erramos e como tudo isso aconteceu. A vontade de voltar e refazer é grande né? Tudo parece tão estúpido que nossa vida calejada de hoje se torna algo tão intangível para aquele aprendiz de algum tempo.

“Faria diferente?”

Com certeza já me perguntei isso. Mas realmente, se voltasse a viver tudo que vivi, eu realmente teria feito de outra forma? Teria entendido por qual caminho não ir e em quem confiar?

Algumas coisas prefiro deixar aqui, quietas. Não me orgulho, mas não desdenho. Toda bagagem vem vindo conosco e nos tornamos quem somos, por conta das facetadas que sofremos. Mesmo que de forma involuntária.

Essas voltas da vida servem para aprendermos com o que ficou pra trás, com tudo aquilo que nos assombra e nos persegue, até que seja superado. Aceitar que as coisas não foram feitas da melhor forma não é um crime. Deixar para lá tudo aquilo que um dia nos trouxe alegria é dolorido. Mas é assim mesmo… Todo dia é dia de abandonar algo e dar lugar à novas coisas na prateleira. Por mim deixaria tudo ali juntando poeira.
Mas com o tempo a gente entende que o novo nem sempre combina com o velho. É preciso superar o que passou e arrancar essas lembranças empoeiradas.

50 fatos sobre mim

  1. Comecei a cantar com 3 anos de idade
  2. Quando criança ficava triste por não ter superpoderes
  3. Nunca gostei de suco de caju
  4. Nunca assisti Dragon Ball (a não ser naquele final do Goku vs Madimbu)
  5. Sou fã de X-Men até hoje e enlouqueço com os lançamentos
  6. Tenho medo de filmes de terror
  7. Filme de romance me deixa triste
  8. Sempre quis ter um pastor-alemão, mas nunca tive
  9. Já tive piolho quando criança
  10. Quando criança tinha pesadelo todas as noites, assustadores de verdade, por isso tinha medo de dormir
  11. Odeio, odeio azeitona
  12. Quando estava mudando de voz, pensei em parar de cantar várias vezes
  13. Quase reprovei no meu 3º ano do ensino médio, pois não estudava nada
  14. Nunca bebi nada alcoólico
  15. Nunca fumei
  16. Já fui atropelado por um carro
  17. Nunca quebrei nenhum osso
  18. Quando criança queria usar óculos e ficava com o rosto na televisão para ter que usar óculos (ó as ideias)
  19. Guardo tudo que recebo, cartas, fotos, recados. Tenho cartas guardadas de 17 anos atrás
  20. Sempre tive mais facilidade em fazer amizade com mulheres
  21. Não sei jogar futebol
  22. Amo queimada, pique-pega, esconde-esconde, bandeirinha, beth… ou qualquer brincadeira que seja feita no meio da rua
  23. Tenho 1,82m de altura
  24. Queria ser mais alto
  25. Queria ser musculoso
  26. Sou preguiçoso
  27. Amo ficar acordado na madrugada
  28. Amo comer de madrugada
  29. Queria escrever um livro, mas nunca levei essa vontade a sério
  30. Queria compor uma música, mas nunca terminei nenhuma que comecei
  31. Tenho vontade de participar de concurso de calouros, tipo The Voice ou X-Factor, só para ver no que dá
  32. Odeio pessoas extremamente efusivas
  33. Quando fico irritado perco a noção e a racionalidade, sempre acabo fazendo coisas e me arrependendo depois
  34. Gosto de feedback. Gosto de saber o que as pessoas acham. Me dê sua opinião (se for construtiva)
  35. Já levei muito a sério tudo o que falavam de mim, tanto que me privei de muita coisa já
  36. Prefiro comidas salgadas
  37. Não sou muito fã de chocolate
  38. Já sofri muito por amor não correspondido
  39. Costumo procrastinar tomadas de decisões importantes
  40. Sou frustrado por não ter olhos verdes (é sério)
  41. Sou muito carinhoso com crianças ou amigos que considero importantes para mim
  42. Mudei para Arquitetura e Urbanismo depois de ter cursado 8, oito, OITO semestres de Engenharia Civil (eu tenho justificativa para isso)
  43. Sou muito caseiro
  44. Nunca terminei uma série que comecei a assistir
  45. Não frequento festas (mas já fui)
  46. Sou cristão
  47. Sou viciado em lol
  48. Já tentei aprender violão duas vezes e parei no meio do caminho
  49. Cago pra esteriótipos ou julgamentos relacionados a gêneros musicais
  50. Acredito no amor verdadeiro e sonho em, um dia, constituir uma família

daquelas felicidades bobas

Lembro-me daqueles finais de semana, junto com toda a família… Daquele frio na barriga que dava um dia antes.
De todo mundo reunido na sala, assistindo incansavelmente ‘Titanic’. E eu sempre interessado na parte da ‘segunda fita’, que era a parte em que o colossal barquinho começava a afundar e vinha aquele drama todo do casal tentando se salvar. Achava o máximo aquilo tudo. Mas sempre dormia quando estava acabando. E já acordava cedo, com todo mundo se preparando pra sair cedo e aproveitar o longo dia em família que teríamos.
Nesse caso, a família, inclui – quase – todos os meus primos. Na época era a maior alegria ver aquela sala lotada de gente. Meus pais sempre cediam a casa, e virava aquela bagunça. Nunca fui acostumado com a casa vazia mesmo. Sempre gostei daquele tanto de gente me ajudando a bagunçar.
Acho que tudo era mais legal um dia antes, sabe. Aquele friozinho na barriga era a melhor parte. Aquela sensação boa de que tudo estava bem, mas ia ficar melhor.

Essas coisas são lembranças só minhas. Coisas que estão guardadas aqui dentro do meu coração.
De vez em quando elas saem pra me dar um ‘Oi’ e me fazem viajar para um lugar que só eu tenho acesso e me deixam esboçar um leve sorriso de felicidade. Sim, daquela genuína. Daquela felicidade que não se preocupa com dinheiro, com decepções, com julgamentos… com nada, sabe. Aquela felicidade boba que te faz, apenas, aproveitar o momento… aproveitar a vida de uma maneira mais pura e mais leve.

Amo essas lembranças que me visitam uma vez aqui… outra lá.

a maior decepção da minha vida

Às vezes sinto saudade de quem eu era. Dos sonhos que eu tinha.
Hoje eu vejo que aquilo tudo era tão lúdico. Tão inocente. Consigo enxergar que para eu conseguir algumas coisas, precisei mudar. Estive disposto a deixar quem eu era de lado.
O que quero dizer com isso é que eu tive que aprender na prática como ser um idiota, para saber como não agir como um.
Deixei toda aquela minha inocência de lado para conseguir algumas coisas. Tive que aprender com meus próprios erros.
Eu sempre achei que conseguiria me virar sozinho. Sempre achei que a vida não me ensinaria nada, que eu estava imune a tudo de ruim que poderia me acontecer. Meus pais não eram tão fortes quanto eu imaginei, nem me conhecem tanto que achei que me conheceriam.
Talvez se eu me encontrasse com aquela criança que eu fui, ela se assustaria. Mas se eu o encontrasse, diria que eu tentei ser o melhor que eu consegui ser. Que eu, que sempre fui extremamente controlado, agora não aguento mais a vida que levo.
Ele não merece me conhecer.

Até hoje me passa pela memória aquele final de tarde, que eu entrei dentro do carro, sabendo no que iria dar, e mesmo assim fui capaz de ir até lá, pra sofrer a maior humilhação da minha vida.
Ninguém me entenderia. Ninguém entenderia meus motivos. Ninguém.
Algumas coisas precisam morrer comigo… e serem esquecidas pra sempre…

Essas coisas não merecem ser escritas nesse blog. Definitivamente.

a vida…

É que depois de tanta coisa que aconteceu, eu penso que toda essa melhora seja suspeita. Não acho que as coisas melhoraram assim, de uma hora pra outra.

Essa minha mania de fugir dos problemas acabam prolongando ainda mais tudo isso. Essa mania de deixar pra depois, de não querer pensar nisso ou fugir do assunto sempre que falam sobre ele…
Apenas tento sufocar tudo isso e esperar e acabe sem que eu precise enfrentar isso…
***
Acho incrível como algumas pessoas que eu nem conheço conseguem dizer coisas tão confortantes e esperançosas pra mim, sem perceber.
Apenas numa tarde de conversa jogada fora, eu pude aprender tanta coisa… pude pedir tantos conselhos pra alguém que eu nem conhecia até então. Engraçado…
Mas o que me deixou mais assustado é que quando as pessoas passam pela estrada da sua vida pra te ajudar, elas conseguem fazer isso sem perceber e acabam te ensinando a enxergar o que você não conseguia.
Às vezes me pergunto se eu já passei pela estrada de alguém e deixei algo de bom…

não me interprete mal, mas…

Desculpe, mas não é que minha personalidade seja difícil demais de se lidar. Acho que não sou tão insuportável.
Nem tudo que falo é grosseria, nem todas as vezes que eu abrir minha boca e expor minhas opiniões – e dificilmente aceitar que estou errado – significa que eu estou sendo sarcástico, irônico ou queira te atingir.
Talvez o problema não seja eu e minhas ‘duras’ palavras, seja você com seu ouvido quebradiço.

das notas musicais

Voltar a cantar e perceber que nunca quero deixar de fazer isso.
Não consigo imaginar minha vida, sem aquela melodia de fundo ou as cantorias habituais.
A cada novo dia que passa, consigo descobrir novas coisas. Isso me fascina.

Sem muitas palavras. É aí que chega a melhor parte. A parte em que eu calo e apenas escuto o que tudo isso quer dizer para mim.
Horas que se passam como minutos, a voz que se cansa de cantar e precisa parar por não conseguir mais acompanhar meu nível de empolgação…

dos novos degraus

Sempre tive dificuldades em lidar com desafios. Tenho medo deles, porque sempre acho que não vou conseguir vencê-los.
Já tive várias provas de que eu consigo, mas ainda assim continuo insistindo na ideia de que tudo é difícil demais. E não seria diferente a cada início de semestre na faculdade. Tenho medo deles.
Olho para o quadro cheio de números e sinto vontade de pular pela janela. Não por não gostar do que estudo, mas por achar que tudo é difícil demais para mim.
Depois de um tempo eu aprendo aquilo e consigo perceber que não era tão difícil assim. Mas quando surge uma nova matéria, lá vem aquela sensação novamente.

Às vezes me imagino formado e trabalhando na área que escolhi. Me dá medo.
Sinto medo de não conseguir colocar um prédio de pé. rs.
Fazer o quê? Sempre acho que tudo vai ser impossível…
Talvez esse seja um dos motivos pelos quais venho me surpreendendo tanto comigo… Aí que “tá” a graça!

das decepções

Sou difícil para fazer novas amizades. Não sou fã de confiar em pessoas nas quais não conheço.

Me apego fácil a pessoas que estão próximas a mim.
Talvez esse seja um dos grandes motivos pelos quais venho me decepcionando tanto.
Com o passar do tempo eu percebo que algumas pessoas nunca passaram de colegas.
Hoje posso dizer que tenho pouquíssimos amigos. Dá para contar com os dedos de uma mão.
Não sou de deixar qualquer pessoa invadir minha privacidade e falar o que bem entender. Na verdade não deixaria ninguém fazer isso.
Talvez só eu entenda o motivo de estar escrevendo isso.
Não me arrependo de ter dado um passo para trás com muitas pessoas e lá na frente descobrir que eu acertei.