gravidade

De alguma forma não consigo me libertar de você. Sinto que por mais que eu aja e tente pensar noutras coisas, algo sempre me traz de volta.
Não quero versões suas. Não preciso de releituras. Eu preciso é de você. Com seus defeitos, suas manias, suas risadas, seu cheiro, seu jeito meigo, sua forma de demonstrar que me ama, da sua voz… sua doce voz.

Tudo que eu faça, todas as voltas que eu der… Nada se compara a estar contigo, à segurança que você me dava, à liberdade de saber que apenas em ser eu mesmo, já era o suficiente para conseguir estar feliz comigo mesmo e ser totalmente aceito por outra pessoa.

Por vezes tento me sentir confiante. Me levanto, ergo a cabeça e tento. Tento agir da melhor maneira possível por todas as vezes em que cruzo o seu caminho e nossos antigos abraços se resumem a um bom dia.
Tento ser forte. Fecho todas as janelas da minha alma, apago a luz e fecho a porta, mas algo sempre me remete a você. Você me confina sem correntes, me segura sem me tocar, me mantém completamente preso à sua gravidade.

Eu nunca quis tanto naufragar em seu amor, perder meu rumo e estar livre dessa chuva que apenas escorre e me despedaça. Você está por toda parte de mim. Eu sinto. Por favor me liberte. Me deixe ser eu mesmo. Até quando vou permanecer escravo do seu vulto?

Aqui estou, tentando te convencer que és tudo que preciso. Estou de joelhos dizendo isso e de alguma forma seu amor continua me mantendo aqui…

no chão.

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