sons de junho

Na metade do ano está lá, ele. Nos anos completados por mim.
Há tantos Junhos, estava eu, começando a aprender.
Há tantas metades de ano, estava eu, na ansiedade por uma festa ou simplesmente ansioso pela data.
Hoje a mesma coisa, o mesmo mês… o mesmo eu? Talvez. Ou será que tudo está do mesmo jeito e eu tenho a leve sensação de que nada está igual? Talvez tudo esteja em seu devido lugar, mas eu insisto em tirar os pés do chão e enxergar tudo de uma forma tão desleal comigo mesmo.
E é nesse tempo que eu paro e penso no que fiz há um ano, no que farei daqui pra frente. Nesses dias que eu percebo que meus pais estão envelhecendo, meus irmãos crescendo e eu evoluindo – ou tentando. Nesse instante que percebo que tudo caminha pra um destino já escrito pelas mãos de quem tudo sabe.
Quem sabe quando eu chegar na metade de tudo, eu consiga tirar um proveito das coisas e tentar viver a outra metade de uma forma mais justa, mais simples… melhor.
Quem sabe o tempo está me dando a oportunidade de provar para todos que falaram de mim um dia, que eu sou o contrário do que eles achavam. Que nada do que eles disseram me fizeram menor.
Talvez esteja querendo provar a mim mesmo que consigo ser o que sempre quis. Que eu posso.

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